Pacientes de hospital são atendidos na rua após terremoto na Colômbia
Pacientes de um hospital que desabou
parcialmente em Cali, na Colômbia, foram atendidos em uma rua repleta de
escombros, enquanto outros foram transferidos para diferentes centros de saúde,
após um terremoto de magnitude 7,4 atingir o país na segunda-feira (10).
Autoridades acreditam que vários pacientes
estão presos sob os escombros do edifício.
Algumas áreas do Hospital
Universitário de Cali “desabaram”, disse a governadora do Valle del Cauca,
Dilian Francisca Toro, à imprensa local. “Consequentemente, há pessoas presas”,
afirmou em um vídeo publicado na rede social X. Bombeiros e militares “estão
trabalhando para resgatá-las”, acrescentou ela.
Cerca de 30% da infraestrutura do
hospital desabou, incluindo três andares que abrigavam a pediatria, a clínica
médica e parte da unidade neonatal, informou o diretor do hospital, Irne Torres
Castro, à imprensa.
Pelo menos quatro pessoas foram
resgatadas dos escombros, segundo o governo de Cali. O hospital está entre pelo
menos sete instituições de saúde em Cali que foram fechadas e esvaziadas devido
a danos estruturais, informou a administração local.
Imagens publicadas nas redes sociais
mostraram paramédicos retirando pessoas em macas, enquanto profissionais de
saúde se reuniam no pátio do hospital.
Um dos piores terremotos dos últimos
anos
Os esforços de resgate no oeste da
Colômbia continuam nesta terça-feira (11), com equipes de emergência escavando
escombros de prédios desabados e casas destruídas, em meio à expectativa de que
o número de mortos do terremoto mais forte a atingir o país em décadas possa
aumentar.
O tremor de magnitude 7,4 atingiu a
principal região cafeeira da Colômbia na manhã de segunda-feira (10), deixando
pelo menos 132 mortos.
Durante o terremoto, edifícios de
vários andares foram reduzidos a escombros em cidades como Pereira e Cali,
e uma das torres de uma catedral histórica na cidade de Manizales
rachou.
Equipes de emergência, auxiliadas por
policiais, soldados e voluntários, trabalharam durante a noite com escavadeiras
e, por vezes, com as próprias mãos, em busca de sobreviventes sob os escombros.
Em Cali, cidade com cerca de 2,2
milhões de habitantes, pelo menos 35 pessoas morreram, informou o presidente
recém-empossado, Abelardo de la Espriella.
Dezenas de edifícios ficaram
inclinados de forma precária ou foram totalmente destruídos, forçando os
moradores a sair às ruas.
Forças de segurança em Cali
O presidente De la Espriella informou
que mil integrantes das forças de segurança seriam enviados à cidade até o
amanhecer, após relatos de saques. Cali, assim como Pereira, decretou
toque de recolher na noite de segunda-feira (10).
"Nossa intenção é cooperar de
todas as formas necessárias. Aqui, não há distinções nem divisões ideológicas
quando se trata de defender nosso povo ou demonstrar solidariedade", disse
o presidente a jornalistas ainda na noite de segunda-feira.
O desastre tem sido comparado a um
terremoto letal ocorrido em 1999, que devastou a mesma região cafeeira e matou
mais de mil pessoas, bem como a terremotos catastróficos que mataram mais
de 6.300 pessoas na vizinha Venezuela, em junho.
Com informações da agência de notícias
Reuters